Cada debate da campanha resumido em poucos minutos de leitura: o que se discutiu, os momentos que mexeram com o eleitor, quem faltou, o vídeo para assistir e a leitura de desempenho — sempre indicando de quem é essa avaliação.
01/10/2026•TV Globo•1º turnoCancelado
Debate da Globo — cancelado a menos de 1 hora do início
Estúdios Globo, Rio de Janeiro
Seria o último debate antes da votação de 4 de outubro, às 21h30. Às 20h40 a Globo anunciou o cancelamento, alegando insegurança jurídica após decisões de última hora do TSE e do STF. É a primeira vez desde 2002 que a emissora não transmite um debate no primeiro turno. Assim, Lula e Flávio Bolsonaro chegam à votação sem nenhum frente a frente.
Participaram
Confirmados até à tarde: Augusto Cury (Avante), Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo)
Faltaram
Lula (PT) — recusou o convite e foi ao Flow Podcast
Flávio Bolsonaro (PL) — desistiu horas antes
Pontos altos
Lula recusa e vai ao Flow
Na quarta (30/09) a campanha de Lula comunicou que ele não iria ao debate e daria entrevista ao Flow Podcast.
TSE proíbe o púlpito vazio
A pedido da campanha de Lula, a ministra Estela Aranha proibiu a exibição do púlpito vazio do petista e as perguntas dirigidas a ele — regra que constava da ata assinada pelos partidos.
Flávio desiste citando 'censura'
Após a decisão do TSE, Flávio anunciou no X que não iria ao debate 'em função da censura imposta ao evento pelo TSE'.
Zema e Renan incluídos pela Justiça
O presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, incluiu Zema; o ministro Gilmar Mendes (STF) determinou a participação de Renan Santos. A Globo disse que as mudanças tornavam o formato inviável.
Destaque do debate
Sem vencedor — debate cancelado
Não houve confronto. O primeiro turno decorre sem qualquer debate entre os dois líderes das pesquisas.
Critério: Debate não realizado. Não é um resultado oficial — debates não têm vencedor formal e avaliações de terceiros podem divergir.
A Record cancelou o debate previsto para 27 de setembro depois de Lula e Flávio Bolsonaro confirmarem que não participariam. Segundo a emissora, sem os dois candidatos que concentram mais de 70% das intenções de voto, o encontro não cumpriria o papel de confrontar as principais propostas da disputa. Foi o segundo debate cancelado pelo mesmo motivo: o consórcio Hora da Decisão (SBT, CNN Brasil, RedeTV! e outros) já tinha desistido do encontro de 14 de setembro.
Participaram
Confirmados: Augusto Cury (Avante), Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão), Romeu Zema (Novo)
Faltaram
Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
Flávio Bolsonaro (PL)
Pontos altos
Segundo debate cancelado por ausência dos líderes
Lula e Flávio Bolsonaro não compareceram a nenhum debate do primeiro turno. A estratégia de Flávio condiciona a presença à ida de Lula; a campanha petista resistia a expor o presidente a ataques simultâneos dos adversários.
Quatro candidatos ficaram sem palco
Cury, Caiado, Renan Santos e Zema tinham confirmado presença e perderam a última oportunidade de confronto televisivo em canal aberto antes da votação, num momento em que disputam o voto útil fora do eixo Lula–Flávio.
Destaque do debate
Debate cancelado
Sem debate não há desempenho a avaliar. O facto relevante é a ausência repetida dos dois líderes das pesquisas, que esvaziou dois dos quatro debates previstos para o primeiro turno.
Critério: Não houve confronto. Não é um resultado oficial — debates não têm vencedor formal e avaliações de terceiros podem divergir.
Quarto compromisso a que Lula e Flávio Bolsonaro faltaram. Os três presentes passaram boa parte do tempo a falar da crise no STF, do escândalo do Banco Master e da reforma do Judiciário, e a criticar juntos os dois líderes ausentes. Também se discutiu economia, educação, saúde e segurança pública. Foram quatro blocos, com perguntas livres e perguntas por tema.
Participaram
Ronaldo Caiado (PSD)
Augusto Cury (Avante)
Romeu Zema (Novo)
Faltaram
Luiz Inácio Lula da Silva (PT) — viagem à Assembleia Geral da ONU
Flávio Bolsonaro (PL)
Renan Santos (Missão) — sabatina no SBT no mesmo horário
Pontos altos
STF e caso Master no centro
Caiado propôs idade mínima de 60 anos e mandato de 12 anos para ministros do STF, com quarentena no fim. Zema falou em “colocar para fora” ministros da Corte.
“Lula e Flávio também estão com medo”
Caiado ligou a ausência dos dois favoritos às investigações no STF. A Lupa corrigiu: ao contrário de Flávio, Lula não é alvo de nenhuma investigação em andamento.
Cury aposta no eleitorado feminino
Cury abriu o debate a falar da desigualdade salarial das mulheres e prometeu indicar duas mulheres para as próximas vagas no STF. A Lupa apontou que ele deu um dado falso sobre as viagens de Lula.
Checagem ao vivo
A Lupa encontrou erros nos três candidatos. Caiado acertou sobre a reforma administrativa, Zema exagerou os dados da educação em Minas e Cury errou sobre os feminicídios em Goiás.
Destaque do debate
Sem vencedor apontado
Não encontrámos nenhuma avaliação independente que apontasse um vencedor. Os jornais descreveram o encontro como esvaziado, com a atenção virada para os ausentes.
Critério: Não houve pesquisa qualitativa nem consenso na imprensa. Não é um resultado oficial — debates não têm vencedor formal e avaliações de terceiros podem divergir.
18/09/2026•Inteligência Ltda, Metrópoles e G4•1º turno
Debate Inteligência Ltda / Metrópoles / G4
Espaço G4, Vila Olímpia, São Paulo
Foi o primeiro debate presidencial em formato de podcast, conduzido por Rogério Vilela. Dos sete convidados, só três compareceram. O assunto que mais rendeu foi o reajuste de 15% do Bolsa Família, anunciado pelo governo naquela semana. Houve perguntas entre os candidatos e perguntas de jornalistas.
Participaram
Augusto Cury (Avante)
Samara Martins (UP)
Romeu Zema (Novo)
Faltaram
Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
Flávio Bolsonaro (PL)
Ronaldo Caiado (PSD) — tinha confirmado presença
Renan Santos (Missão) — tinha confirmado presença
Pontos altos
Estreia de Samara Martins
No seu primeiro debate, a candidata da UP defendeu suspender o pagamento da dívida pública, aumentar o salário mínimo em 100% e o reajuste do Bolsa Família, que chamou de pequeno perto do “bolsa banqueiro”.
Reajuste do Bolsa Família divide
Cury disse que dar o reajuste a 17 dias da eleição é “usar a dor dos outros”. Zema chamou-lhe “populismo”, mas os dois disseram que o programa é importante.
Zema quer sair dos BRICS
Zema repetiu que o Brasil deve deixar os BRICS e defendeu um alinhamento com as economias ocidentais.
Cadeiras vazias
Caiado e Renan Santos tinham confirmado presença em agosto e acabaram por não ir. Lula e Flávio mantiveram a estratégia de faltar aos debates.
Destaque do debate
Sem vencedor apontado
Não encontrámos nenhuma avaliação independente de desempenho. A imprensa limitou-se a resumir as propostas apresentadas.
Critério: Não houve pesquisa qualitativa nem consenso na imprensa. Não é um resultado oficial — debates não têm vencedor formal e avaliações de terceiros podem divergir.
O primeiro confronto da campanha aconteceu com metade da mesa vazia: Lula, Flávio Bolsonaro e Zema não compareceram, e os dois líderes das pesquisas acabaram sendo o assunto principal mesmo ausentes. Sobraram Caiado, Renan Santos e Augusto Cury — este último chegou a anunciar desistência horas antes e voltou atrás. Segurança pública dominou o tempo de fala, com Caiado a apostar em experiência de gestão e Renan Santos num tom de confronto; Cury tentou ocupar o espaço do discurso conciliador e ficou em segundo plano.
Participaram
Ronaldo Caiado (PSD)
Renan Santos (Missão)
Augusto Cury (Avante)
Faltaram
Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
Flávio Bolsonaro (PL)
Romeu Zema (Novo)
Pontos altos
Ausência dos favoritos vira tema do debate
Flávio Bolsonaro condicionou a presença à ida de Lula e justificou em vídeo que só lhe interessa o confronto direto com o adversário. Eleitores indecisos reagiram mal às faltas e chegaram a defender presença obrigatória nos debates.
Único momento de unanimidade: violência contra a mulher
Ao defender confisco de bens de agressores e agravamento de pena conforme o grau de violência, Caiado recebeu cartão verde de todos os 12 eleitores do grupo qualitativo — o único consenso da noite.
Renan Santos e os "superpresídios"
A proposta de superpresídios e o combate às facções foram o ponto mais forte do candidato da Missão, com aprovação de metade do grupo na fala inicial sobre segurança.
O mesmo estilo que atrai e afasta
O tom "sem filtro" de Renan conquistou eleitores homens e indecisos, mas foi rejeitado por quase todas as mulheres do grupo, que o descreveram como "agressivo" e criticaram o vocabulário.
Cury entra, sai e volta
O escritor do Avante anunciou que não participaria — "isso é um teatro" — e reverteu a decisão após conversar com a organização. No grupo de eleitores foi visto com simpatia, mas com a avaliação de que ainda precisa "maturar".
Base bolsonarista dispersa, voto lulista firme
Após o debate, a maioria dos apoiantes de Flávio no grupo migrou para outro nome, sobretudo Caiado e Renan; já os eleitores de Lula mantiveram-se fiéis e repetiram a justificação do próprio presidente para não comparecer.
Destaque do debate
Renan Santos (Missão)
Renan foi apontado por Fernando Mitre como a principal atração do debate e concentrou a repercussão digital do encontro. A avaliação não foi unânime: um grupo qualitativo do Instituto Travessia com apenas 12 eleitores colocou Caiado à frente. Por isso, o Urna-se trata Renan como o destaque da repercussão, não como vencedor formal.
Critério: Destaque na repercussão jornalística e nas métricas digitais analisadas pela Band. Não é um resultado oficial — debates não têm vencedor formal e avaliações de terceiros podem divergir.